terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Frase do dia

Se caminhar fizesse bem, o carteiro seria imortal.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Avatar


Fui na pré-estréia ontem.
É fantástico, perfeito, imperdível. Em outras palavras, assista.
O filme é um espetáculo visual do começo ao fim. O realismo é tanto que é possível presenciar o filme, ao invés de apenas assisti-lo.
James Cameron ficou 13 anos fazendo esse filme. E digo: valeu a pena.
A profundidade da imagem na tela 3D do cinema chega a ser absurda. É um conceito diferente: os filmes em 3D geralmente tentam fazer com que as coisas saltem da tela. Mas Avatar prioriza muito mais a profundidade dos planos. Claro, as coisas saltam da tela, mas o que impressiona é o campo de imagem, que realmente dá a impressão de que a tela é uma gigantesca janela para aquele universo. Flagrei pessoas espantando os mosquitos da selva de pandora num determinado momento.
Mas fora o espetáculo visual, a história é muito foda.
É extremamente atual, traz uma crítica violenta sobre o modo como a humanidade trata as diferenças, o modo como desrespeita recursos naturais e, principalmente, como não está nem aí para vidas que não lhe sejam lucrativas.
Enfim, um triunfo. Fazia tempo que eu não gostava tanto assim de um filme.
É daqueles que a pessoa sai dizendo "bah... que filme afudê."
Recomendo fortemente. Não consigo pensar em alguém que não gostaria. Ele é perfeito.
E de uma sensibilidade acima da média. É preciso ser extremamente superficial para não gostar do enredo.
Mas é isso aí. Assista.
Ah,lembrando: os 13 anos fazendo o filme foram porque o diretor teve que desenvolver tecnologias especiais justamente para transferir o realismo para a filmagem na terceira dimensão, então não dê uma de mané: assista em 3D, ou então nem assista.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Os fulanos

Pra quem não viu os caras ainda, vale a pena.



Príncipe negro de todos os sortilégios matou a pau.

Cupinhcha do Lula (what the fuck?)

Essa Dilma sabe mesmo das coisas.
Também, não se espera nada menos de uma aliada de Lula, o filho do Brasil.
Agora, eu sou muito ignorante.
Eu achando que o problema era a humanidade voraz e seu petróleo.
Mas ela esclarece de forma sábia: a maior ameaça para o nosso desenvolvimento sustentável é o meio-ambiente.
Então não perca tempo: jogue o lixo na rua e derrube quantas árvores puder, esse maldito meio-ambiente não perde por esperar.

Emily Loizeau

Aí vai uma dica pra quem gosta de música calma.
Essa francesa tem uma voz muito agradável, e sua música é muito mais do que shorts apertados.
Vale a pena conhecer.

Ying Yang

Tive um impulso.
Só ele, avulso.
Queria ser eu
a tatuagem no teu pulso.

Sobre perecíveis




Sobre todas as coisas que terminam, dizem, não existe nada de esclarecedor.
A efemeridade paira sorrateira nas ruas da cidade, e as luzes se acendendo nos postes denunciam a vinda de mais uma lua em meio ao apodrecido céu metropolitano. Da mesma forma, as pessoas reclusas em suas pequenas realidades alternativas preparam-se para a janta.
A ansiedade de que alguma coisa aconteça de relevante nos dias próximos é o que embala os sonhos acordados dessa multidão de sombras. O culto ao esquecimento marca a sociedade com suas injeções de ânimo para mascarar a inexorável verdade: tudo um dia termina. Mas as pessoas não se dão conta disso.
Gradativamente, menos e menos de nós param pra pensar o que estamos fazendo aqui.
Houve épocas em que esse exercício filosófico quase tolo fez evoluir a humanidade em escalas vigorosas. Penso, logo existo. Não estamos mais existindo.
Carpe diem, amigo. Está cada vez mais difícil. O milagre da vida se torna um fardo a ser carregado quando a vida em si passa a ser uma sequência de segundas-feiras emendadas. Não deixo de pensar que a rotina é a invenção da morte parcelada. Esse ano chega ao fim, e com ele eliminamos mais um crediário de 365 prestações.
Quem diabos decretou que jogássemos os dias fora?
O que pode ser tão importante quanto viver? Sobreviver não é o bastante.
Em meio ao desânimo de não ter feito mais no passado, existe a esperança de fazer mais no futuro. E essa esperança... assim como a ferrugem, ela é corrosiva. Porque sempre nos deparamos com a muralha da rotina. Ela acaba com a única ferramenta que temos, o tempo.
E sobre o tempo não há muito o que se dizer. Ele simplesmente é. O que fazemos com ele é o que determina o quanto ele terá servido para alguma coisa. O comodismo de ontem e o descaso com o amanhã fazem dele carrasco de si próprio.
Nascemos sem pedir, morremos sem querer. O que fazer nesse intervalo? Não sei. Mas no passo em que os dias evoluem, cada vez mais penso que não tomamos o caminho certo.
A verdade é que a humanidade acomodou-se na poltrona do fracasso. Fracasso de não construir nada além de concreto empilhado, e de não realizar nada a não ser a obrigação.
Era digital, as maravilhas do progresso, o deslumbramento da massa. E a perda de nossas identidades.
A diversão é quase um fetiche. A frustração, um clichê.
É a era do “fazer o que...”
É difícil competir com isso.
Não existe vontade real de mudar.
Mas e quando existir?
Bom, quando existir, faça alguma coisa que quer muito. Foda-se o resto.
Pule de pára-quedas, aprenda a tocar um instrumento, abrace seus pais, seus filhos. Faça amigos, faça festa, chute o balde, incomode o cenário comum, encontre o amor da sua vida, encontre as perguntas certas a fazer, encontre uma razão que seja, mas viva.
Não há explicação alguma para a vida, mas ela jogada fora dentro de uma sala é mais deprimente do que a própria morte. Pois para que a morte exista, ela antes teve vida. A vida morta é o que nos derruba. O fato de ser uma morte parcelada ameniza um pouco. Teremos para sempre a ilusão do amanhã, juntamente com a angústia de que no fundo, sabemos que não vai acontecer nada de tão incrível quando ele chegar.
Lembre-se: esse intervalo é o tempo. É a única ferramenta nas suas mãos. Faça alguma coisa com ela, antes que ela acabe. Antes que chegue o ponto onde é tarde demais para aprender com os erros.
Porque sobre tudo aquilo que termina, repito, não existe nada de esclarecedor.
E a noite segue suas horas apressadas. Essas linhas, tão logo lidas, serão esquecidas.
Numa casa, uma garota come macarrão instantâneo. Numa outra, um senhor aumenta o volume da televisão para ouvir a novela. Num beco, um bêbado vomita.
Vida que segue?
Acho que não.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

As aventuras de Meleca, o colono

Ele era magro, feio e vinha de Caxias do Sul.
O pessoal chamava ele de Meleca.
- Ô Meleca! Chegaê, vamo tomar uma ceva!
Todos gostavam do Meleca, porque ele sempre tinha um ditado bacana.
Outro dia sua amiga piranha pediu conselhos a ele sobre um carinha que estava saindo:
- Ai, melequinha... não sei o que fazer, eu gosto de sair com ele,
mas não sei se quero dar...
E o Meleca, com sua sabedoria caxiense, em pronto respondeu:
- Olha, se tá com medo de cagar, melhor nem peidar então.
E isso resolveu a situação. Ele sempre vinha com a resposta.
E era um rapaz corajoso. Enfrentava todos os perigos da vida em Porto Alegre.
Mas adorava a cidade, uma porção de coisas pra fazer. E uma porção de desorientados para acatar seus profundos conselhos da vida cotidiana.
- Meleca, você surfaria no arroio dilúvio?
- Eu não. Se fosse pra ficar na merda, tinha ficado morando no interior.
Daí chamaram o Meleca pra uma balada forte.
Foram todos os colegas de faculdade. Inclusive uma que o Meleca estava de olho.
Noite pegada, bebedeira, diversão.
No dia seguinte, perguntaram:
- Porra Meleca, foi aonde? Depois que a galera entrou, disseram que tu tinha ido embora!
- Ah, tava cheio de viado.
- E daí? É só curtir a festa.
- Tá louco. Quem tem cu, tem medo.

Um drink no inferno

A que ponto chegamos...

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Kung Fu Bunny

Animação do caralho.
Combinação de animação com filmagem muito bem feita.
Putz.. mandou bem.

Poker face

Lady Gaga ficou no chinelo.

Alguém tem um lenço?

Se tem uma coisa que a vida nos ensina é perder.
No colégio a gente perde tempo, na faculdade a gente perde dinheiro, quando ganhamos dinheiro, o governo vem e rouba ele.
Se a gente rouba do governo, vai preso. Daí a gente perde mais tempo.
Enfim, perder é uma atividade cotidiana do brasileiro.
Mas tem gente que ainda não se conforma em perder.
O Bruno do Flamengo, por exemplo, só faltou fazer beicinho e chamar a mamãe.
Mas tem que dar um desconto pra ele.
Ele não fez colégio nem faculdade, e o salário dele cobre os roubos do governo. Então podemos dizer que ele ainda é novato na escola de perder.
Vai lá garoto, corre pra casa que o pai te compra um video-game.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Comercial a la GTA

Esse energético é vendido nos EUA.
E pelo visto, nem precisa misturar com whisky.

A vida imita a arte

Depois de Richarlysson estrear em "O grande bambi branco", o futEbol ganhou ares de espetáculo cinematográfico. Aí mais uma dádiva da sétima arte, para quem curte filmes de pancadaria e lições de moral:

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

I´m sorry

Já que estamos em clima de campanhas bem-sucedidas, vale a pena mostrar uma lançada semana passada, pelo Greenpeace.
Ela brilhantemente antecipa o futuro, mostrando os líderes mundiais de agora envelhecidos, em 2020, pedindo desculpas por não terem feito nada a respeito das mudanças climáticas enquanto era tempo.
Leia-se: em 2020 fudeu tudo. Ou seja, act now, don´t be sorry later.
Valeu?





segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

The fun theory

Essa foi a mais bacana intervenção urbana que eu já vi.
A idéia é tornar as coisas divertidas, para que as pessoas façam.
E funciona. Não tem slogan genial, não tem imagem de impacto.
Simplesmente convida as pessoas a se divertirem enquanto fazem o que é certo.